sábado, 16 de maio de 2015

Lord BB King - Um poeta da guitarra falece com 89 anos

Ontem foi um dia triste para os apreciadores do Blues, faleceu Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, (Itta Bena, Mississippi, 16 de setembro de 1925 – Las Vegas, 14 de maio de 2015) foi um guitarrista de Blues, compositor e cantor americano. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, seu pseudônimo como moderador na rádio W. Foi considerado ao lado de Eric Clapton e Jimi Hendrix os melhores guitarristas do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone. 
Ao longo da sua carreira, B.B. King foi distinguido com 15 prêmios Grammy, tendo sido o criador de um estilo musical único e que faria dele um dos músicos mais respeitados e influentes de blues, tendo ganho o epíteto de Rei dos Blues. Era apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, preferia usar poucas notas. Certa vez, B.B. King teria dito: "posso fazer uma nota valer por mil" e realmente o fazia confira no vídeo abaixo:



Riley Ben King nasceu numa fazenda de algodão em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola, no Mississippi, Estados Unidos. Teve uma infância difícil – aos 9 anos, vivia sozinho e colhia algodão para se sustentar.

Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Second Street. Chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite.
No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, onde se cruzavam todos os músicos importantes do sul dos Estados Unidos, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.

Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B. B. King.
"Num sábado à noite ouvi uma guitarra elétrica que não estava a tocar espirituais negros. Era T-Bone interpretando "Stormy Monday" e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida." recorda B. B. King, "Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues".
A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando atuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas no "Grill" da Sixteenth Avenue e mais tarde um anúncio publicitário de 10 minutos na estação radiofónica WDIA, com uma equipe e direção exclusivamente negra. "King’s Sport", patrocinado por um tônico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo de transmissão e se transformou no "Sepia Swing Club".

King precisou de um nome artístico para a rádio. Ele foi apelidado de "Beale Blues Boy", como referência à música "Beale Street Blues", foi abreviado para "Blues Boy King" e eventualmente para B. B. King. Por mera coincidência, o nome de KING já incluía a simples inicial "B", que não correspondia a qualquer abreviatura.

Pouco depois do seu êxito "Three O'Clock Blues", em 1951, B. B. King começou a fazer turnês nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B. B. King e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de "gueto", salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfônicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial.

O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.

Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma turnê por Uganda, Nigéria e Libéria, com o patrocínio governamental dos E.U.A.Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York, e sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios.

Em 1989 fez uma turnê de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum Rattle and Hum, deste grupo, com o tema "When Love Comes to Town".

Em 26 de julho de 1996, aproveitando ter um concerto agendado para Stuttgart, deslocou-se de propósito de avião até à base aérea de Tuzla, para atuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e E.U.A., estacionadas na Bósnia num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova atuação junto de tropas norte-americanas. B. B. King confessa: "Foi emocionante atuar para estes homens e mulheres. Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da paz."

B. B. King terminou 1996 com uma turnê pela América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez, no Peru e Paraguai. O "Rei dos Blues" totalizou mais de 90 países onde atuou.

Ao longo dos anos foi agraciado com diversos Grammy Awards: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com "The Thrill is Gone", melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com "There Must Be a Better World Somewhere", melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com "Blues'N Jazz" e em 1985 com "My Guitar Sings the Blues". Em 1970, Indianopola Missisipi Seeds concede-lhe o "Grammy" de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o "Embaixador das guitarras Gibson no Mundo".


Uma de suas belas apresentações no Bourbon Street em SP que tive a alegria de prestigiar:

sábado, 10 de janeiro de 2015

Sarau do Povo é habilitado no edital de Bolsas de Fomento à Literatura - categoria difusão e circulação literária


domingo, 14 de dezembro de 2014

AMAZON - Kindle Unlimetd | alugue e leia milhares de livros por mês

O Kindle Unlimited custa R$ 19,90 mensais – o primeiro mês é gratuito – e dá acesso a um catálogo com 700 mil e-books, 12 mil dos quais estão em português. Você encontrará alguns títulos populares em nosso idioma, incluindo todos os livros do Harry Potter, o primeiro livro d’As Crônicas de Gelo e Fogo, e Diário de um Banana 1 e 2. A seleção é limitada: dos dez livros mais vendidos no Brasil este ano, nenhum está disponível no Kindle Unlimited (dois deles nem são vendidos como e-books). 

Títulos em português de editoras como Gente, Globo, LeYa, PandaBooks, Universo dos Livros, Vergara & Riba (V&R) e Zahar. Segundo o PublishNews, “não aderiram ao serviço grandes editoras como as que compõem o pool DLD (L&PM, Novo Conceito, Objetiva, Planeta, Record, Rocco e Sextante), a Companhia das Letras, a Intrínseca e a Ediouro”. 

Em inglês, você encontrará coleções como Senhor dos Anéis e Jogos Vorazes, além de clássicos como 2001: Uma Odisseia no Espaço, contos de Stephen King, mais livros de não-ficção. Se você estiver interessado, usar o serviço é simples: basta clicar no botão “Leia de graça” nos títulos elegíveis.

Disponível nos e-readers Kindle ou apps para iOS, Android, Blackberry OS, Windows Phone, Windows e Mac. A Amazon explica que você pode alugar até dez e-books de cada vez, e ler cada um deles em até seis dispositivos. Mesmo após devolver o livro, “os marcadores, as notas e os destaques que você fez no e-book serão salvos na sua conta da Amazon”. Nos EUA, o Kindle Unlimited custa mais caro (US$ 10), porém oferece 2.000 livros de áudio, mais três meses gratuitos a todo o catálogo de 150.000 audiobooks da Audible. No entanto, as grandes editoras americanas não oferecem muito do seu catálogo no serviço porque apostam no concorrente Oyster. 

Como ocorre nos EUA, a tendência é que esse catálogo aumente. O vídeo abaixo é do mês de julho quando ocorreu o lançamento do serviço nos EUA: