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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas



domingo, 23 de junho de 2013

Cidadania, arruaça e protestos nas ruas do Brasil - O que está acontencendo?



Os protestos que persistem em diversas cidades do Brasil são grandes em números, propósitos e maneiras de se comunicar, além disso, mobilizam com agilidade e eficiência milhares de pessoas em poucas horas. A "primavera tropical" busca além dos já conquistados R$ 0,20 de redução nas tarifas do transporte, serviços públicos de qualidade e um novo modo, transparente e digno de se fazer e construir nossa democracia.

A solicitação:

Muitos cientistas políticos afirmam que a garotada que está na rua há duas semanas são os filhos da angústia, desesperança e precarização dos empregos, SUS e nossa escanteada educação. Das inúmeras vezes postergada
reforma tributária e política acompanhada de redução, otimização e transparência dos gastos públicos. Soma-se a isso: medidas urgentes para solucionar a mobilidade urbana e da infraestrutura brasileira. 

Contexto Mundial:

O mundo enfrenta o que economistas batizaram de crise estrutural ou sistêmica do capitalismo, ou seja, excesso de acumulação devido a super produção das maiores economias desenvolvidas e seus mercados não conseguem reverter devido a alta dos títulos, inflação e desemprego, adicione ai as turbulências econômicas do subprime americano e você tem um cenário catastrófico no médio prazo.


Depois de 2008, 50% das pessoas do mundo começaram a viver em cidades, por diversos motivos diferentes: estudar, buscar ou atuar em novos postos de trabalho, namorar, casar, formar uma família, etc. Isso tem gerado consequências humanas, psicológicas e sociais monstruosas, entre elas, a mais comum é a desumanização do espaço público.

Um enorme problema de gestão pública e privada para a mobilidade e logística das pessoas, serviços e produtos. Não é apenas o custo para se transportar, é uma questão de elegância de pensamento e dever cívico pensar no meio mais simples, mais limpo, eficiente, rápido e barato. Em tempo, investir em ciência e tecnologia verde, mas antes educar as crianças e os jovens para termos aqui nossas patentes.


Enquanto isso no Brasil:

O Brasil tem um gargalo antigo de infra estrutura. E isso ficou mais evidente e perceptível quando os demais brasileiros identificaram o que os desmandos e descasos da política fizeram com o País, após a persistente garotada do MPL - Movimento Passe Livre conseguir a redução da tarifa sobre as insistentes negativas de Haddad e Alckmin. A desastrosa atuação da Polícia Militar paulistana acionou o detonador da insatisfação popular e a capital paulista indiretamente passa a ser exportadora de revolta para outras capitais brasileiras. Até o momento poucos políticos conseguiram no curto prazo dialogar adequadamente com a sociedade de modo equilibrado e aos poucos recolocar suas cidades em ordem.

A galope, o contribuinte de classe média, outros estudantes, metalúrgicos, empresários, etc. aproveitaram e se uniram ao coro do MPL e levaram suas pautas. O Governo Federal do Brasil precisa readequar seu rumo e atender a agenda requerida pelos manifestantes, ouvir com mais atenção os críticos e a oposição. Penso que a semente já está plantada e falta agora ação e plano de futuro para resolver principalmente como liquidar a corrupção e os políticos que atrasam o desenvolvimento do Brasil. É necessário um novo modo de ouvir e construir políticas públicas. As siglas atuais perderam boa parte da capacidade de agregar filiados para seus quadros envelhecidos, já não cativam e unem tantos adeptos como no passado.


Nesse momento os governantes brasileiros passam pela maior crise de representação desde o impeachment do Collor, além disso, a mesma percepção se aplica a nossa democracia combalida e excludente. Hoje o Brasil é dividido entre empresários, classe média alta, média, a nova classe média, pobres e os miseráveis e famintos desassistidos.



Não há propaganda estatal que possa desmentir nossa perversa realidade. Não é momento de nós vangloriarmos sobre o crescimento de consumo, pois ele quase sempre carrega consigo e ocultado o crescimento do endividamento das famílias.

O pífio PIB de 2013, já era esperado desde janeiro. Nossos jovens estão estudando e crescendo dentro de escolas horríveis e decadentes em todas as periferias brasileiras. No norte e nordeste a situação é quase de colapso. Não há sequer saneamento básico e professores em boa parte delas.


Talvez isso explique porque os representantes do Congresso dessas regiões são tão indiferentes com a opinião pública. Ainda bem que existem as redes sociais. Poderia ser muito pior. Sobre os salários e benefícios imorais que deputados, senadores e representantes do alto executivo e judiciário recebem. O que posso dizer? A renda média dos brasileiros é de 2 mínimos por 44 horas semanais. Enquanto a deles... Todo mundo já sabe e se irrita quando lembra da enorme carga tributária e custo de vida nas distintas cidades do Brasil.   

A canção abaixo resume de modo significativo o sentimento das pessoas que desejam viver num País mais próximo de uma democracia socialmente justa:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ladeira da memória | José Luis Herencia


encostei a barriga no balcão de fórmica
do bar ao lado da entrada do terminal de ônibus
da praça das bandeiras,
bebi uma dose reforçada de fogo
paulista e fiquei pensando
vergonhosamente pensando na vida 
e na delícia quase infantil de uma menina que sorriu
antes de desaparecer para sempre 
por detrás dos azulejos (azuis) da ladeira da memória
em direção ao vale do anhangabaú 
da minha triste (triste, triste, triste e feliz) 
cidade


José Luis Herencia é poeta e gestor cultural.
Autor de Água furtada (Azougue, 2011)



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Gosto de te olhar

gosto de te olhar
enquadrada pelos meus óculos
gosto tanto
que passo horas
sem piscar
até que sua imagem
deitada e nua
fique gravada nas minhas lentes
tatuada nas retinas
te olho tanto
e como quem olha o corpo
de deus

Por Gabriel Rios

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Dica de leitura - Direito de águas no Brasil


Consistente e preciso, a obra trata de um dos temas mais relevantes de nosso século. O foco do autor é o tratamento dado às águas doces pelas várias Constituições brasileiras, principalmente quanto à competência legislativa dos componentes da Federação e ao respectivo domínio hídrico.

Trata das formas de utilização das águas públicas, as outorgas, os aspectos peculiares de certos usos e suas relações com o direito ambiental. Examina a legislação hídrica aplicada ao gerenciamento das nos aspectos quantitativos, qualitativos e de utilização, a cobrança pelo direito de uso, os crimes pertinentes, o saneamento ambiental e as águas em terras indígenas.

Apresenta a organização administrativa federal, as normas legais estaduais, as respectivas estruturas administrativas e a evolução administrativa e legislativa ao longo do tempo. Tendo em vista os compromissos internacionais do País, aborda, ainda, os principais atos subscritos pelo Brasil, referentes ao campo hídrico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Soneto de Orfeu


São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.

Vinicius de Moraes

domingo, 17 de janeiro de 2010

Eurídepes Barbosa Ribeiro*

O que você usa mais ao escrever as páginas da sua vida?
A borracha ou o lápis?

Erros e acertos juntos...

Há quem use mais a borracha na vida, outros, porém, nem mesmo escrevem...

Não posso deixar rastros

Se eu não caminhar
Nem posso querer colher
Se eu não plantar
Jamais construirei
Se eu não sonhar
Jamais terei vivido
Se eu não tentar!

Portanto, mesmo que eu tenha que usar às vezes, ou muitas vezes, a borracha, não poderei furtar-me de escrever a minha história. Ou simplesmente não terei passado pela vida.

Euripedes Barbosa Ribeiro é Militar da reserva da Marinha, pedagogo, cronista e poeta bissexto, compositor e letrista Casado, quatro filhos, e vovôzão coruja de três netos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Honoráveis bandidos - nas livrarias

Nunca antes na história desse País um livro foi tão bem ilustrado

sábado, 9 de janeiro de 2010

Baixe a antologia VERSOS AVULSOS

Basta acessar o site do Recanto da Letras e adquirir sua cópia:

domingo, 13 de dezembro de 2009

Saraus de sampa na Revista da Hora

Neste domingo o jornal Agora, focado nos leitores das classes populares e que circula no Estado de São Paulo publicou na Revista da Hora uma matéria muito bacana sobre diversos poetas paulistanos que atuam em 15 variados saraus da periferia, em trabalho recente a Organização Poiesis mapeou mais de 40 iniciativas em todo estado. Felizmente a cada semestre, mais pessoas de outras cidades do estado multiplicam a prática de compartilhar a leitura e seu importante hábito em nosso estado, abaixo separei a página que aborda o nosso projeto e apresenta uma de minhas poesias menos conhecidas do grande público:

clique na imagem para ampliá-la

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Gracco Oliveira - Lança seu novo livro no Sarau Musical neste sábado dia 12/12

capa de Fábio Albertini

Primeiro trabalho de Gracco Oliveira, publicado em Julho de 2009 pela Editora Celta. O livro possui 55 páginas e traz uma poesia irônica, sagaz e bem humorada. Marcada pelos jogos e trocadilhos a leitura de 'Refém das Ideias' propõe reflexão, descontração e uma dose caprichada de irreverência. Venha participar do Sarau do Povo e prestigiar mais um novo e talentoso autor do ABCD neste sábado a partir das 18h. Preço R$ 10 e dois por R$ 15.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ponto de Cultura - Turino promove livro em Diadema

O secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, lança hoje às 19h, na Biblioteca Central da cidade, o livro ‘Ponto de Cultura – O Brasil de baixo para cima’.

O Programa Cultura Viva, idealizado por Turino contempla a democratização da cultura e a expressão das diversidades. O livro traz diversos relatos, entre eles o da tribo Yawalapiti, no Parque Nacional do Xingu e de uma viagem à Casa de Cultura Tainá, em Campinas.

Projeto ramificado no Cultura Viva, os pontos são oriundos de um conceito pensado pelo ex-ministro Gilberto Gil, para gerar e oferecer autonomia e protagonismo cultural aos envolvidos nos pontos de cultura.

Em recente viagem a Buenos Aires, Turino esteve negociando a implantação de Pontos de Cultura nos demais países da América Latina, como demanda dos movimentos sociais. O secretário afirmou que já existe lei no parlamento, de autoria da senadora Marisa Severo, do PSDB, que atesta a amplitude e aceitação do programa.

O Brasil precisa avançar e amadurecer muito em determinados "pontos" no que tange ao princípio da governancia civil, e o desejado empoderamento de nossa sociedade aculturada e carente de acesso. O que já é estudado e esperado por muitos financiadores e tomadores de crédito, e aguardado com ansiedade por todos que operam no setor da economia da cultura, e espera-se que a PEC 150/2003 arduamente defendida pelo MinC, possa ser o trampolim de investimentos que o país demanda.

Apesar do importante lançamento que mostra a visão do secretário, muitas cidades da região metropolitana e interior paulista, possuem Conselhos Municipais de Cultura com pouca autonomia e participação dos talentos, fornecedores e produtores culturais dessas cidades. Em Diadema a situação é mais triste, nem Conselho aqui existe, o que envergonhará o secretario, que incentiva justamente o contrário com a boa ideia do Mais Cultura e dos Pontos.


Lançamento do livro Ponto de Cultura – O Brasil de baixo para cima
HOJE às 19h
Local: Biblioteca Olíria de Campos Barros - Centro
Av. Sete de Setembro, 468 – Vila Conceição.

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Prefeitura de Diadema acerta atrasos dos Pontos de Cultura

Nelson Albuquerque - A situação de atraso no repasse de verba vivida pelos Pontos de Cultura de Diadema foi sanada quinta-feira, segundo a secretária de Cultura da cidade, Maria Regina Ponce. O pagamento foi feito graças a um fôlego nos sequestros de recursos que o município vem sofrendo para pagamento de precatórios.

Por coincidência, quinta-feira à noite foi realizado na cidade lançamento do livro Ponto de Cultura - O Brasil de Baixo para Cima, de Célio Turino, secretário de Cidadania Cultural do MinC (Ministério da Cultura) e idealizador do programa dos Pontos. "Não é por causa desse lançamento. A Prefeitura pagou hoje vários pequenos processos, inclusive dos Pontos", diz a secretária.

Como justificativa para os atrasos, Maria Regina alegou a burocracia que o governo municipal enfrenta para compra de materiais e os frequentes sequestros determinados pela Justiça. "Hoje, esses sequestros são feitos on-line, pelo CNPJ da Prefeitura. Limpam a conta, inclusive verba vinculada", afirma.

O dinheiro dos Pontos de Cultura, segundo juristas ouvidos pelo Diário, não poderia sofrer esse tipo de ação judicial, por ter uma destinação específica determinada pelo convênio firmado com o MinC.

De acordo com a secretária, os pagamentos foram realizados agora porque esta semana não haveria as apreensões de verba. "A Prefeitura pediu à Justiça que não fizesse os sequestros pelo menos na semana em que entra o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)", explica.

AJUSTES - No Brasil, Diadema é a única cidade que administra o dinheiro dos Pontos de Cultura. Mas novo edital, previsto para 2010, deve evitar esse caminho burocrático e sujeito a ações judiciais. "Estamos tateando caminhos e vamos fazer ajustes. Pelo próximo edital que propomos, as próprias entidades dos Pontos deverão ter autonomia para realizar compras", diz Turino.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A cidade ilhada - Milton Hatoum



Nascido em Manaus em 1952, MILTON HATOUM estudou arquitetura e ensinou literatura brasileira nas universidades do Amazonas e da Califórnia. Estreou na ficção com Relato de um certo Oriente, publicado em 1989 e vencedor do prêmio Jabuti de melhor romance do ano. Seu segundo romance, Dois irmãos, de 2000, mereceu outro Jabuti e foi traduzido para oito idiomas. Com Cinzas do Norte, de 2005, Hatoum ganhou os prêmios Jabuti, Bravo!, APCA e Portugal Telecom. Em 2008, publicou Órfãos do Eldorado, uma bela novela que li e indico, também venceu o jabuti de 2009. A cidade ilhada é sua primeira coletânea de contos. Atualmente, é colunista do Estado de S. Paulo e do Terra Magazine.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Redes Sociais - novo livro de Raquel Recuero

Para quem deseja compreender melhor esse novo mundo virtual que se expande com mais pessoas conectadas a cada dia, o livro: Redes Sociais na internet da jornalista e pesquisadora Raquel Recuero é um bom mapa e esclarecedor de muitas das dúvidas que podem permear as cabeças dos jovens surfistas dessa onda chamada web e como ela interage nas relações sociais.

Clique no livro para acessar o site e ler em pdf

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lançamento do Livro e noite de autógrafos - "O corifeu assassino" de Marcelo Nocelli

Ficção e realidade encontram-se nesse romance policial, que tem a cidade de Teresina - PI como pano de fundo. No transcorrer dos tempos atuais, o livro apresenta os vultos históricos dos anos 90, que culminaram com a saída do presidente Collor do poder e a morte do empresário PC Farias. O narrador apresenta com desenvoltura diálogos, ações, pensamentos, dramas e dúvidas dos vários personagens envolvidos na trama.

Desvios financeiros, numa grande indústria de papel com sede em São Paulo, são descobertos por um funcionário exemplar. Mário Silveira resolve denunciar ao diretor da empresa, sem saber que o próprio era quem chefiava os roubos. Fernando Fernandes, o diretor, consciente de que o funcionário constitui uma ameaça, planeja um atentado contra a sua vida. Para isso, conta com a ajuda de um matador profissional, o mesmo que supostamente teria matado PC Farias, em Alagoas, por encomenda. Os fatos não saem exatamente como o programado e outros crimes acontecem.

A polícia local não se interessa pelo assunto, porém o delegado Borges (um solitário e frustrado advogado, mas, policial exemplar) resolve investigar e seguindo as poucas pistas do suposto acidente, descobre uma grande teia de corrupção e crimes.
Ao final do romance, temos um emaranhado de situações, que se misturam e transbordam nos fios narrativos: a corrupção policial, as negociatas políticas no governo, a compra de favores e as insanidades cometidas por Fernando Fernandes por dinheiro e poder.

O corifeu assassino
Dia 12 de novembro de 2009
das 18h30 às 21h00

Na Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena - São Paulo - SP

Abaixo você confere o primeiro capítulo:

Pátria madrasta vil

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

A redação de Clarice foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tim Burton - Vincent

O primeiro trabalho em stop-motion de Tim Burton. Conta a história de Vincent Malloy, um garoto de 7 anos que quer ser como Vincent Price. A narração é do próprio Price. Legendas em português.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009